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Larissa Borges
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Entrevista: Cristiano Dresch, do Cuiabá, explica a relevância do patrocínio com sites de apostas

Entrevista: Cristiano Dresch, do Cuiabá, explica a relevância do patrocínio com sites de apostas

O Cuiabá é um clube recente no futebol nacional, com apenas 20 anos de atuação. Contudo, a equipe já alcançou marcos importantes, como a participação na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana.

Mas o sucesso do clube não acontece apenas em campo. O trabalho é bem maior fora dos gramados. Além da gestão eficiente, as parcerias com empresas, como o site de apostas Luck Sports, levam o clube a atingir resultados positivos no futebol nacional.

Conversamos com Cristiano Dresch, vice-presidente do Cuiabá, sobre as expectativas para a temporada de 2022, os desafios para se destacar no cenário esportivo nacional e como patrocínios de sites de apostas mudam a dinâmica das parcerias dos clubes brasileiros. Confira!

1. Como está o momento atual do clube e quais as expectativas para a temporada de 2022 para campeonatos nacionais e internacionais? O que o clube planeja em termos de conquistas para esse ano?

Estamos no início da temporada e já conseguimos passar de fase na Copa do Brasil, o que foi importante para o clube.

A nossa ideia principal para esse ano é a manutenção do clube na Série A do Brasileirão porque é a competição que sustenta o Cuiabá e dá toda a estrutura para conseguir arrecadar investimentos.

Inclusive em relação a patrocínios e as outras receitas que o clube tem, já que a visibilidade recebida no campeonato é muito maior.

2. O Cuiabá é um time recente no futebol nacional. Há desafios para se destacar no cenário do esporte? Se sim, quais e como o clube tem se superado?

O Cuiabá fez 20 anos em 2021 e é um clube novo, mas que conseguiu fazer os seus acessos em divisão por divisão, no próprio campeonato estadual e também do Campeonato Brasileiro.

Com certeza estar localizado longe do centro do futebol, que é a região Sudeste, atrapalha um pouco. Mato Grosso é um estado que ficou muito tempo com o futebol adormecido, sem os clubes mais tradicionais do Estado disputando competições importantes. Foi o Cuiabá que conseguiu entrar nesse cenário nacional.

Por estar longe, temos algumas dificuldades que enfrentamos nesse tempo, mas que hoje já estão bem superadas. Os jogadores gostam de visitar Cuiabá, de morar no Estado e é algo que facilita bastante, pois assim conseguimos trazer profissionais melhores para o clube.

3. Como o Cuiabá vê a criação do grupo Forte Futebol? Qual a importância desse movimento para o clube? Quais os benefícios podem trazer para o clube?

O Cuiabá está defendendo algumas ideias em relação à distribuição dos direitos de transmissão serem mais equilibrados. Hoje existe um desequilíbrio muito grande no Brasil em relação a isso. Esse grupo de clubes que formaram o Forte Futebol também tem essa mesma visão.

A nossa ideia principal é a formação da Liga, com a união de todos os clubes da Série A e da Série B para tentar chegar em um denominador comum e melhorar o produto do futebol brasileiro que está muito desvalorizado.

4. Qual a relevância do marketing e patrocínio para o desempenho do clube dentro e fora dos gramados?

A capacidade de arrecadação do clube está diretamente ligada a forma com que o mesmo explora a marca. Isso é muito importante porque quanto mais você arrecadar, mais capacidade de investimentos você terá, não só na contratação de atletas, mas também na estrutura do clube.

Um clube de futebol brasileiro é complexo e envolve várias áreas de trabalho. Por isso, quanto mais arrecadar, mais potencial de investimentos você tem e, consequentemente, a tendência é que você consiga resultados melhores.

5. Os investimentos do segmento de casas de apostas têm sido um dos responsáveis pelo aquecimento do mercado de futebol. Como avalia a chegada desses novos players no mercado do futebol?

Fomos um dos últimos clubes a fechar com uma empresa desse ramo porque tínhamos um pouco de receio de ser algo que não durasse muito. Contudo, é algo que está durando no mercado e o pessoal está tendo um retorno financeiro muito bom, investindo bastante no futebol.

Essa empresa que temos hoje como patrocinadora ocupa um espaço menor, nos shorts dos uniformes. Temos um espaço de patrocinadores para empresas ligadas ao agronegócio (que são maiores) e a própria Drebor, empresa de material de recapagem de pneus e que também é dona do clube.

Mas estamos de olho sim, nesse mercado. Iniciamos essa parceria agora e temos outras parcerias em vista também para tentar potencializar esse investimento que está disponível.

6. Quais ações, além do patrocínio e nome da marca estampada na camisa, o clube tem com a casa de apostas que o patrocina?

Além do espaço no uniforme, a marca também fica no backdrop de entrevista, exposta no centro de treinamento do clube ao redor do campo e há ativação nas redes sociais do clube.

7. As apostas esportivas de cotas fixas são legalizadas no país e o mercado está para ser regulamentado em breve. Você acredita que, com a regulamentação das apostas, os clubes de futebol serão beneficiados de alguma maneira? Por quê?

A gente espera que sim, pois são os clubes que movimentam o futebol como negócio. Se não existisse o jogo, não existiria a aposta. Eu acho que uma parte desse dinheiro tem que voltar para os clubes, para investir nas mesmas áreas que hoje investimos com patrocínios.

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