Nova fase da operação Penalidade Máxima investiga sete jogos

Atualizado: 30 Jan 2024
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Heloísa Vasconcelos

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Foto: Divulgação/ MP-GO

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) deu início nesta terça-feira (28) à terceira fase da Operação Penalidade Máxima, que investiga casos de manipulação de resultados em partidas esportivas.

Sete jogos do Brasileirão 2022 e campeonatos estaduais serão investigados nessa nova fase da operação policial.

Foram emitidos dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Goiânia (GO), Bataguassu (MS), Campina Grande (PB), Nilópolis (RJ), Santana do Parnaíba (SP), São Paulo (SP), Volta Redonda (RJ) e Votuporanga (SP). Ainda não houve prisões.

A terceira fase da operação irá investigar as seguintes partidas:

  • Avaí x Flamengo, pela Série A do Brasileirão de 2022;
  • Náutico x Sampaio Corrêa, pela Série B do Brasileirão de 2022;
  • Náutico x Criciúma, pela Série B do Brasileirão de 2022;
  • Goiânia x Aparecidense, pelo Goianão de 2023;
  • Goiás x Goiânia, pelo Goianão de 2023;
  • Nacional x Auto Esporte, pelo Campeonato Paraibano de 2023; e
  • Sousa x Auto Esporte, pelo Campeonato Paraibano de 2023.

As partidas do Campeonato Brasileiro ocorreram no segundo turno do ano passado e a dos campeonatos estaduais ocorreram entre janeiro e fevereiro deste ano.

Combate à manipulação de resultados

A operação visa apurar a prática de condutas ilícitas que podem configurar organização criminosa para fraudar resultados de partidas de futebol (crimes previstos na Lei nº 12.850/13 e nos arts. 198 e 199 da Lei Geral do Esporte).

A operação deflagrada nesta terça é um desdobramento das Operações Penalidade Máxima I e II, que ocorreram em fevereiro e abril de 2023.

De acordo com as investigações, grupos criminosos aliciam jogadores profissionais ofertando altos valores financeiros para que eles simulem situações como punição com cartões amarelo e vermelho, cometimento de pênalti ou placar parcial na partida.

Com isso, eles conseguem lucros em plataformas de apostas esportivas.

As primeiras fases resultaram, até o momento, em três denúncias recebidas pelo Poder Judiciário.

Trinta e duas pessoas já foram acusadas de crimes de integrar organização criminosa e corrupção em âmbito desportivo e doze jogadores já foram punidos por envolvimento em esquemas de manipulação de resultados.

Jogadores já punidos

  • Ygor Catatau (banido)
  • Matheus Gomes (banido)
  • Gabriel Tota (banido)
  • Eduardo Bauermann (360 dias)
  • Alef Manga (360 dias)
  • Paulo Sérgio (600 dias)
  • Paulo Miranda (720 dias)
  • Fernando Neto (360 dias)
  • Mateusinho (600 dias)
  • André Luiz (600 dias)
  • Moraes (720 dias)
  • Kevin Lomónaco (360 dias)