Haddad defende regulamentação de cassinos e bingos no Brasil

Atualizado: 4 Set 2025
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Lucas Arraz

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a regulamentação de cassinos e bingos no Brasil. Em entrevista ao programa Canal Livre, o ministro afirmou que a demora em discutir o tema no Congresso, enquanto as apostas online já foram legalizadas, representa uma “inversão de prioridades”.

Segundo Haddad, ao contrário das apostas esportivas virtuais, que se popularizaram rapidamente e atraíram milhões de brasileiros, os cassinos e bingos seriam atividades restritas a polos turísticos, com potencial de geração de empregos e atração de visitantes.

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Não se trata de um jogo de massa, mas de uma atividade econômica estratégica, mais controlável e voltada para experiências presenciais
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Fernando Haddad

Ministro da Fazenda

O ministro destacou ainda que a regulamentação do setor poderia corrigir distorções históricas, como a permanência do Jogo do Bicho na ilegalidade.

Para ele, manter modalidades fora da lei apenas fortalece o crime organizado, enquanto a legalização traria arrecadação e empregos formais. Atualmente, o projeto que trata da regulamentação de cassinos e bingos está parado no Congresso, após o Senado adiar a votação em julho.

Veja também: Maioria dos brasileiros apoia a legalização de cassinos

Popularização das apostas online

Durante a entrevista, Haddad também apresentou dados sobre o avanço do mercado de apostas esportivas digitais no país.

O governo federal já identificou 17,7 milhões de CPFs únicos que realizaram apostas nas casas legalizadas no primeiro semestre de 2025, movimentando R$ 17,4 bilhões em faturamento para as empresas.

A regulamentação, que entrou em vigor no início do ano, garantiu mais segurança ao setor e estabeleceu que a arrecadação com impostos seja direcionada para a saúde pública.

Segundo Haddad, a experiência com as “bets” mostra como a formalização pode trazer benefícios econômicos e sociais, além deservir de exemplo para avançar na discussão sobre os cassinos físicos.