CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas escuta presidente da ABAESP

Atualizado: 15 Jan 2026
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Nesta terça-feira, 3 de setembro, a CPI das Apostas recebeu Rodrigo Alves, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Apostas (ABAESP). Foram discutidos temas centrais como a manipulação de resultados e a importância do jogo responsável no setor de apostas esportivas.

Regulamentação como ferramenta de proteção

Durante a audiência, Rodrigo Alves destacou que a manipulação de resultados é prejudicial e indesejável para as casas de apostas, já que os manipuladores violam os termos dessas empresas para obter lucros ilícitos.

Ele explicou que a ocorrência de manipulações afeta diretamente a credibilidade e a confiança no setor, prejudicando o mercado de apostas.

Alves também ressaltou a importância da regulamentação das apostas esportivas como uma medida essencial para combater comportamentos compulsivos.

Ele reconheceu que, embora a ABAESP esteja promovendo ativamente práticas de Jogo Responsável, a falta de dados oficiais sobre os impactos na saúde mental dos apostadores ainda representa um desafio significativo.

O presidente da ABAESP demonstrou preocupação com o fato de que muitas pessoas, especialmente as mais jovens e inexperientes, são atraídas por promessas de ganhos fáceis e métodos infalíveis, o que pode levar ao endividamento e a outros problemas graves, como vício em apostas.

Ele expressou a esperança de que, com a regulamentação prevista para 2025, essas práticas irresponsáveis sejam significativamente reduzidas, criando um ambiente de apostas mais seguro e consciente.

Senadores apontam preocupação com lances manipulados

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) também manifestou sua preocupação durante a audiência, destacando que há casos em que atletas e clubes podem forçar lances específicos para validar apostas combinadas com terceiros.

Como possível solução, ele sugeriu a proibição de apostas em mercados específicos, como cartões e escanteios. De acordo com Portinho, restringir as apostas apenas aos resultados dos jogos poderia diminuir as suspeitas sobre manipulação de lances durante as partidas.

Senadores reconhecem a dificuldade de proibir as apostas como um todo

Portinho também reconheceu a dificuldade de proibir completamente a atividade de apostas, apontando que, caso isso ocorra, os brasileiros poderiam migrar para empresas internacionais ou recorrer a operadores ilegais.

Essa migração para o mercado paralelo é uma preocupação real, especialmente quando se observa o caso de Portugal, onde a regulamentação excessivamente rígida em relação aos tributos tornou a atividade inviável para muitas empresas.

Rodrigo Alves mencionou que, após a regulamentação em Portugal, muitas casas de apostas deixaram o país devido à alta tributação.

As empresas que permaneceram enfrentaram dificuldades em oferecer cotações competitivas, o que fez com que muitos apostadores portugueses migrassem para plataformas ilegais.

Isso resultou em um mercado menos seguro e em uma perda significativa de receitas fiscais para o governo.