Trump, VAR e videogame: 5 polêmicas do Copa 2026
A Espanha conquistou o Mundial de 2026 ao vencer a Argentina por 1 a 0, com gol de Ferran Torres na prorrogação. A decisão encerrou uma Copa com 48 seleções e 104 partidas.
Fora de campo, porém, a competição também foi marcada por debates políticos, decisões da arbitragem, conflitos disciplinares e até uma previsão de videogame.
Uma análise realizada entre 1º de junho e 21 de julho estimou um alcance potencial de 1,574 bilhão para as publicações relacionadas ao Mundial.
Esse número não representa pessoas únicas. Ele corresponde a uma estimativa calculada a partir da soma dos seguidores dos perfis analisados.
O índice geral de sentimento ficou em -3 pontos, indicando que as publicações negativas superaram as positivas.
Confira quais foram as maiores polêmicas da Copa do Mundo 2026:
Trump levou a política para dentro do Mundial
Donald Trump foi um dos principais protagonistas fora dos gramados.
A seleção do Irã recebeu autorização para disputar o torneio nos Estados Unidos, mas enfrentou dificuldades para entrar e permanecer no país.
Segundo a análise, apenas 55 dos 70 integrantes da delegação iraniana receberam permissão de permanência. Por isso, a equipe ficou hospedada em Tijuana, no México, e viajava aos Estados Unidos apenas nos dias dos jogos.
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan também foi impedido de entrar no país, apesar de ter passaporte diplomático e visto americano.
Outro episódio envolveu Folarin Balogun, dos Estados Unidos. Depois de o atacante receber cartão vermelho contra a Bósnia, Trump teria pedido a Gianni Infantino uma revisão da punição.
A suspensão foi temporariamente interrompida, permitindo que Balogun jogasse contra a Bélgica. A decisão provocou críticas da Federação Belga e de representantes da UEFA.
No recorte analisado, 78% das menções a Trump foram negativas.
VAR foi o tema mais criticado
O VAR concentrou o maior índice de rejeição entre os assuntos analisados: 81% das menções foram negativas.
As principais críticas envolveram gols anulados, possíveis pênaltis não marcados, longas interrupções e a sensação de que a tecnologia assumiu um protagonismo excessivo.
Até 28 de junho, dados da Opta citados em um relatório da Folha de S.Paulo indicavam 44 revisões do VAR, com mudança da decisão inicial em 42 casos.
Entre os lances mais comentados, estavam:
- Egito x Argentina, com gol anulado e reclamações de pênaltis;
- Croácia x Portugal, em que um gol foi invalidado pelo sensor da bola;
- Brasil x Escócia, com gol de Vinicius Junior anulado;
- França x Senegal, em uma revisão de possível pênalti para Mbappé;
- Espanha x Argentina, com gol de Nico Williams anulado na prorrogação.
Para quem acompanha palpites e odds da Copa do Mundo, o episódio reforçou a importância de considerar possíveis revisões do VAR antes de apostar em mercados de gols, pênaltis e resultado final.
Argentina dividiu opiniões na arbitragem e na final
A seleção argentina teve uma repercussão mais equilibrada. 51% das menções foram negativas e 49% foram positivas.
Boa parte do debate envolveu lances com Lionel Messi, Alexis Mac Allister, Nicolás Tagliafico e outros jogadores argentinos.
Na final contra a Espanha, a Argentina terminou com dez jogadores após a expulsão de Enzo Fernández.
Também houve discussões entre atletas depois do apito final, o que levou a FIFA a abrir uma investigação disciplinar envolvendo jogadores e membros da comissão técnica.
O comportamento da equipe durante a cerimônia de premiação também gerou críticas, já que alguns jogadores argentinos viraram as costas enquanto a Espanha recebia o troféu.
FIFA e Infantino foram acusados de tratamento desigual
A FIFA e seu presidente, Gianni Infantino, tiveram 52% de menções negativas.
As críticas envolveram a proximidade de Infantino com Trump e o contraste entre a flexibilidade demonstrada no caso Balogun e as dificuldades enfrentadas por delegações como a do Irã.
Os deslocamentos do dirigente também foram questionados.
Uma investigação da Associated Press calculou que Infantino percorreu aproximadamente 95,4 mil quilômetros durante o Mundial, em 115 horas de voo.
O trajeto incluiu 21 aeroportos e 23 cruzamentos internacionais, o que provocou debates sobre a relação entre os deslocamentos e os compromissos ambientais anunciados pela FIFA.
EA Sports foi a exceção positiva
A EA Sports foi o único dos cinco temas com maioria de opiniões positivas.
A empresa registrou 57% de menções favoráveis, principalmente por ter previsto a Espanha como campeã do Mundial.
Foi a quinta previsão consecutiva correta da empresa em Copas do Mundo masculinas, depois dos títulos de 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026.
A simulação, porém, errou o artilheiro. O jogo apontava Lamine Yamal como goleador do torneio, mas a artilharia ficou com Kylian Mbappé, autor de dez gols.
Vale lembrar que o jogo da EA Sports não é o videogame oficial da FIFA e não possui mais a licença da entidade.
O que as polêmicas mostram sobre o Mundial 2026
A repercussão do Mundial mostrou que a conversa sobre futebol ultrapassou os resultados em campo.
Quatro dos cinco temas analisados tiveram maioria de menções negativas, com destaque para o VAR e as decisões políticas envolvendo Trump.
Dica: polêmicas e previsões de videogames podem gerar interesse, mas não devem ser usadas isoladamente para definir uma aposta.







