Mulheres do setor de iGaming criam associação de apoio feminino

Atualizado: 11 Mar 2024
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Heloísa Vasconcelos

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Por mais que mulheres também façam parte importante do público de apostadores, a indústria de iGaming é formada principalmente por homens. Pensando em fortalecer a presença feminina no setor, foi criada a Associação de Mulheres na Indústria de iGaming.

A associação foi criada em fevereiro, mas divulgada oficialmente durante o SBC Summit Rio. De acordo com as co-fundadoras, a ideia é criar um espaço de visibilidade, formação e networking para as ainda poucas mulheres do setor.

“Em eventos grandes como esse você precisa ter mulheres falando, em empresas grandes é preciso ter mulheres em espaços de poder. Quando se tem essa formalização, as mulheres se sentem até representadas e essa representatividade é muito importante”, ressalta a representante de regulamentação e relações públicas da Rei do Pitaco, Bárbara Teles, uma das criadoras da Amig.

O plano, agora com a oficialização da associação, é começar a realizar cursos de formação e mentorias, além de cultivar uma rede de networking entre as mulheres do setor.

Organização horizontal

Segundo a advogada e co-fundadora da Amig, Ana Helena Karnas, a ideia é criar uma associação horizontalizada, em que todas possam participar inclusive da organização de novas iniciativas, não apenas as criadoras.

Ela explica que não existe custos para se juntar à associação e conta que as fundadoras conseguiram apoio de empresas do setor, inclusive com patrocínio para a realização de novos projetos.

Para ela, a Amig surge em um momento ideal de pleno crescimento do mercado, com a regulamentação das apostas esportivas.

“A gente quer ajudar para que a paridade não seja uma imposição, mas sim uma consequência natural, com a formação que é feita e o apoio que é dado”, diz.

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Quando você tem um mercado socialmente responsável você tem também todo o crescimento de uma indústria de forma organizada, justa e responsável.

Bárbara Teles

Co-fundadora da Amig

Visão feminina

Bárbara Teles destaca que, apesar de muitas mulheres não se sentirem confortáveis ou atraídas pelo setor, o gênero tem muito a acrescentar no mercado.

“A mulher tem uma visão 360 de tudo. As mulheres desse setor são muito esforçadas, querem aprender, tem toda uma vontade de fazer parte. Às vezes só precisa de um pontapé inicial”, coloca.

Ana Helena ressalta a mensagem principal: todas são bem- vindas.

“Todas as mulheres são bem-vindas e cada uma pode tocar seu projeto. Nós somos tão poucas no setor, então vamos nos juntar todas e cada uma toca sua ideia”, acrescenta.

Bárbara reforça que esse é o momento para todas crescerem juntas e que as expectativas são as melhores possíveis.

“Como é um mercado que agora no Brasil está crescendo, com um tanto de oportunidade que está sendo criada, a expectativa é a melhor possível. Porque realmente há espaço de compartilhamento e de todo mundo crescer junto”, conclui.

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