Ineficiência em combater mercado clandestino prejudica a promoção do Jogo Responsável

Atualizado: 15 Jan 2026
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Rafael Ávila

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Rafael Ávila é psicólogo e diretor do SOS Jogador, grupo de apoio especializado em atendimento e suporte para pessoas com sintomas de ludopatia.Leia mais
Psicólogo especializado em Jogo Responsável
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Júlia Silva

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As recentes solicitações do Governo Brasileiro com o intuito de bloquear o acesso a sites de apostas clandestinos, embora bem-intencionadas, encontram dificuldade em realmente coibir a existência e facilidade de acesso de plataformas irregulares e não é suficiente para combater o mercado ilegal.

Com três solicitações de bloqueio, já somam-se mais de 5.000 domínios de plataformas bloqueadas, mas que, na realidade, continuam à disposição.

Os operadores dos sites clandestinos rapidamente se adaptam, conseguem criar outros domínios e hospedar a plataforma rapidamente e, com o rápido engajamento e alcance nas redes sociais, em pouquíssimo tempo essa plataforma já está recebendo acessos e depósitos normalmente.

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Isso evidencia que o bloqueio dos sites, de forma isolada, pouco adiantam para realmente atacar o mercado ilícito.
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Rafael Ávila

Psicólogo especializado em Jogo Responsável

Uma abordagem mais eficaz pode estar vinculada em medidas complementares como o bloqueio de pagamento PIX para essas plataformas, com maior controle e fiscalização dos meios de pagamento e gateways que processam as movimentações financeiras dessas operações ilegais. Ao interromper o fluxo financeiro, dificulta-se muito a operação e o lucro desses sites.

É importante, também, que se tenha uma responsabilização civil e, possivelmente, criminal àqueles que divulgam e promovem as plataformas clandestinas, incluindo influenciadores digitais, agências de marketing e veículos de mídia que contribuem para a disseminação dessas plataformas.

Apenas uma estratégia abrangente, que vise atrapalhar os sites ilegais de várias formas diferentes, indo além do simples bloqueio e derrubada de URL’s específicas, será possível combater efetivamente o mercado ilegal de apostas, protegendo os consumidores e assegurando um cenário justo para os operadores regulamentados.