Geração Z domina o Mundial de Clubes 2025 

Atualizado: 6 Jun 2025
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Lucas Arraz

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A Geração Z será uma das marcas registradas do Mundial de Clubes 2025. Dos quase mil atletas relacionados, 68% nasceu entre 1997 e 2010 — ou seja, mais de dois terços dos jogadores vêm da juventude mais conectada e digital da história.

Na sequência da Geração Z, quem mais compõe os elencos dos times classificados é a geração Millennial, nascida entre 1981 e 1996, com cerca de 31,6% do total. Já a Geração X é representada apenas por Fábio, goleiro do Fluminense, de 44 anos.

A idade mais frequente entre os elencos do torneio é 22 anos, com a maioria dos jogadores entre 21 e 24 anos

A média geral de idade da competição deve ser de 26 anos, indicando um perfil técnico e físico no auge do rendimento esportivo dos atletas que serão vistos em campo.

Qual o perfil da Geração Z em campo?

A presença dominante da Geração Z no torneio não se explica apenas por uma transição geracional natural. Pesquisas mostram que esse grupo etário se destaca por engajamento, regularidade e mentalidade de performance.

De acordo com o estudo Gen XYZ, da Ticket Sports, 55% dos jovens de 15 a 25 anos veem o esporte como parte central do seu estilo de vida. Já uma pesquisa da Brain Inteligência Estratégica mostra que 46% praticam atividades físicas regularmente.

Futebol, corrida e academia estão entre as principais escolhas — e há um traço em comum: a valorização do esforço individual e da evolução constante.

Esses fatores ajudam a explicar por que clubes do mundo todo confiam tanto nessa geração. São jogadores que chegaram ao futebol já acostumados com transições rápidas, aprendizado digital e contato internacional. E que, aos poucos, estão transformando não só o jogo, mas a lógica de formação e contratação no esporte.

Do adolescente ao quarentão: os extremos do Mundial

Sete atletas chegam ao torneio com apenas 17 anos — a menor idade entre os inscritos até o momento. Entre eles estão Wallace Davi (Fluminense), Franco Mastantuono (River Plate), Koussay Maacha (Espérance de Tunis), Ibrahim Mbaye (PSG) e Areya Prasad (Auckland City).

Todos devem ter atuação limitada, mas representam um investimento claro em talentos precoces. Mastantuono, por exemplo, é tido pela imprensa da Argentina como o novo Messi.

Na outra ponta, a experiência de nomes como Fábio (Fluminense, 44 anos), Thiago Silva (Fluminense, 40) e Enzo Pérez (River Plate, 39) mostra que a longevidade ainda tem espaço — principalmente em posições como goleiro e zagueiro.

Juventude como estratégia: clubes com média de idade mais baixa

O elenco mais jovem entre os classificados para o Mundial pertence ao Red Bull Salzburg, da Áustria, com média de apenas 22 anos. É uma equipe montada com foco em desenvolvimento técnico e valorização no mercado europeu, padrão já característico do clube.

Entre os grandes, Chelsea e PSG também apresentam um elenco jovem, com média de idade dos jogadores de 23 anos.

Você sabia?

Embora a juventude traga energia e dinamismo, pode também estar associada a decisões impulsivas em campo.

Observações em diversas ligas sugerem que jogadores mais jovens, ainda em processo de amadurecimento tático e emocional, podem estar mais propensos a cometer faltas ou infrações que resultam em cartões.

No extremo oposto do elenco mais jovem, River Plate, Atlético de Madrid e Inter de Milão apostam em experiência: sua média etária é de 29 anos. Para o time argentino, veteranos como Pérez e Armani dão ao elenco um perfil de comando e consistência, que pode ser decisivo em jogos eliminatórios.

Um Mundial de passaportes múltiplos

A globalização também se expressa na papelada. Cerca de 300 jogadores têm dupla cidadania — o equivalente a um em cada três atletas do mundial de clubes.

Embora o Brasil lidere em número total de jogadores no torneio, são Argentina e Itália que se destacam como os maiores exportadores de talentos.

São 53 jogadores argentinos atuando por clubes estrangeiros. Na Itália, o número é de 52 atletas.

O Brasil, apesar de contar com 142 atletas no total, tem 41 jogadores vestindo camisas de clubes internacionais — um número absoluto expressivo, mas proporcionalmente menor, devido à forte presença de clubes brasileiros no torneio.

Esses dados não apenas ilustram o alcance global do futebol brasileiro, argentino e italiano, como também reforçam o Mundial como um espelho das dinâmicas migratórias que moldam o futebol contemporâneo — em que formação local e projeção internacional caminham lado a lado.

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