Figurinhas da Copa 2026: Neymar é mais procurado e cresce a busca por versões falsas
Neymar, Vinícius Júnior e Lionel Messi estão entre os nomes que mais mobilizam os brasileiros nas buscas por figurinhas da Copa do Mundo 2026.
O Aposta Legal analisou os dados de quem pesquisa por figurinhas e constatou que o adesivo mais desejado pelos brasileiros ainda nem chegou aos pacotes.
Mesmo fora da versão inicial do álbum, Neymar é o jogador que mais despertou interesse dos colecionadores dos stickers.
A ausência do atacante ganhou ainda mais peso depois da convocação para defender o Brasil e da confirmação de que a Panini fará uma atualização oficial da coleção.
Depois de Neymar, outros nomes que também aparecem entre os mais buscados pelos colecionadores são Vinícius Júnior, Lionel Messi, Endrick, Kylian Mbappé, Lamine Yamal, Erling Haaland e Jude Bellingham.
O ranking mostra como o interesse pelo álbum mistura estrelas brasileiras, ídolos globais e jogadores que chegam à Copa com status de promessa ou protagonista.
A Panini confirmou que fará uma atualização oficial para corrigir diferenças entre o álbum já distribuído e a lista final de atletas convocados para o Mundial de 2026.
O que os brasileiros mais buscam sobre o álbum da Copa do Mundo?
Diante do álbum da Copa mais caro da história, parte do público parou de procurar apenas figurinhas e passou a procurar formas de não pagar por elas.
Dados do Google Trends para o Brasil revelam um crescimento expressivo das buscas por alternativas ao produto oficial no último mês. A busca por "figurinhas da copa para imprimir", por exemplo, cresceu 400% em maio deste ano.
O termo "PDF figurinhas da copa 2026" subiu 550%, enquanto uma série de variações entrou direto na categoria de buscas em rápido crescimento do Google, como "figurinhas da copa 2026 para imprimir grátis", "lista figurinhas da copa 2026 para imprimir" e até "figurinhas da copa para imprimir tamanho real 2026".
Ao lado da impressão caseira, cresce também a busca por atalhos mais arriscados. "Figurinhas falsas da copa 2026" aparece entre as pesquisas em ascensão, sinalizando que parte do público considera ativamente o mercado paralelo.
Esse comportamento, porém, ainda não é o que mais mobiliza o público em volume.
A maior preocupação dos brasileiros continua sendo entender o tamanho do desafio. O termo mais buscado de toda a categoria, à frente até das pesquisas por impressão, é "quantas figurinhas tem no álbum da copa", seguido de perto por "quantas figurinhas são necessárias para completar o álbum da copa" e "onde colar as figurinhas extras no álbum da copa 2026".
A diferença entre os dois grupos é de natureza. As dúvidas básicas lideram em volume de buscas, mas são os termos ligados a imprimir e a figurinhas falsas que mais crescem.
Quanto custa completar o álbum da Copa 2026 no Brasil?
E quando o colecionador faz essa conta, entende o tamanho do problema. No cenário ideal, sem nenhuma figurinha repetida, seriam necessários exatamente 140 pacotes para fechar as 980 figurinhas da coleção.
A R$ 7,00 cada, somados ao álbum brochura de R$ 24,90, o gasto chegaria a R$ 1.004,90, o equivalente a 62% de um salário mínimo, hoje em R$ 1.621.
O problema é que esse cenário não existe na vida real. As repetidas se acumulam rapidamente, e quanto mais perto do fim do álbum, mais difícil fica encontrar as figurinhas que faltam.
Sem recorrer a trocas, especialistas estimam que completar a coleção pode custar até R$ 7.362,90, mais de 4,5 salários mínimos. Quem participa de grupos de troca consegue baixar bastante esse valor, mas mesmo no melhor cenário a coleção representa um gasto que pesa no orçamento.
Álbum da Copa custa mais no Brasil que em Peru e Chile
Completar o álbum da Copa 2026 no Brasil é um dos compromissos mais pesados da América Latina para o bolso de quem coleciona. Entre os vizinhos que também vivem a febre das figurinhas, é no Brasil que a coleção mais consome o salário mínimo.
Para comparar de forma justa, vale partir de um mesmo cenário nos três países. Considerando que completar o álbum sozinho, sem nenhuma troca, exige em média 1.045 pacotes, e que Brasil, Peru e Chile vendem pacotes de sete figurinhas cada, essa cifra serve como base comum para medir o peso da coleção em cada mercado. Os valores de Peru e Chile foram convertidos em reais pela cotação de junho de 2026.
No Brasil, os 1.045 pacotes a R$ 7,00 mais o álbum somam cerca de R$ 7.340, o equivalente a 4,5 salários mínimos de R$ 1.621: a proporção mais alta dos três.
No Peru, o mesmo cenário sai por cerca de S/ 4.399, aproximadamente R$ 6.510, frente a um salário mínimo de S/ 1.130 (cerca de R$ 1.670). São 3,9 salários mínimos peruanos, quase quatro sueldos dedicados a uma única coleção.
No Chile, o panorama é o mais leve da região, mas não tão distante quanto parece à primeira vista. O pacote custa 1.100 pesos chilenos (cerca de R$ 6,30) e o salário mínimo, de 539.000 pesos (aproximadamente R$ 3.070), é o mais alto da América do Sul. Sob o mesmo cenário, completar a coleção custa cerca de 1.153.400 pesos, algo em torno de R$ 6.574 incluindo o álbum, o equivalente a 2,1 salários mínimos.
A diferença chilena não está no preço do pacote, que é parecido com o dos vizinhos, mas no salário mínimo. Com o sueldo mais alto da região, o colecionador chileno precisa de pouco mais de dois salários, enquanto o peruano precisa de quase quatro e o brasileiro, de quatro e meio.







