Por que a Copa do Mundo transforma o mercado de apostas no Brasil

Grandes eventos esportivos historicamente concentram os picos anuais do setor de apostas em qualquer mercado maduro.

No Brasil, a Copa do Mundo cumpre esse papel de forma ainda mais acentuada por dois fatores. Primeiro, a penetração cultural do futebol, que amplia o público de apostadores casuais durante o torneio. Segundo, o fato de o Mundial de 2026 ser o primeiro disputado sob o marco regulatório da Lei 14.790/2023, que trouxe a maior parte das operadoras estrangeiras pra dentro do sistema tributário brasileiro.

Isso significa que, diferente do que ocorreu em 2022, quando boa parte do volume apostado circulava por sites offshore, o Mundial de 2026 deve gerar arrecadação relevante pro governo federal e pros estados. É por isso que o Painel das Bets separa a projeção de tributos como um dado próprio, com base na alíquota de 13% sobre o GGR das operadoras.

Quais bets devem liderar o mercado durante a Copa?

O ranking de casas de apostas mais acessadas mostra concentração relevante no topo. Betano, Superbet, Brazino777, 7games e Bet365 devem responder juntas por mais da metade do tráfego do setor durante o bimestre da Copa.

Essa concentração reflete tanto o peso do investimento em marketing esportivo dessas operadoras quanto o efeito de patrocínios diretamente ligados ao futebol brasileiro nos meses que antecederam o torneio.

Ainda assim, a cauda longa do mercado segue relevante, com dezenas de operadoras licenciadas disputando os 49,6% de tráfego restantes.

O painel será atualizado com dados observados ao longo do torneio, permitindo comparar as projeções iniciais com o comportamento real do setor.