No que acredita o próximo Papa, segundo o mercado de apostas

Atualizado: 8 Mai 2025
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Lucas Arraz

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A eleição do cardeal norte-americano Robert Francis Prevost como novo Papa reacendeu o debate sobre o futuro ideológico da Igreja Católica.

Mas antes mesmo da escolha oficial, investidores e curiosos já especulavam — com dinheiro envolvido — quais posturas o novo pontífice adotaria frente a temas sensíveis e que dividem opiniões.

Na plataforma Polymarket, onde se aposta sobre eventos futuros, os mercados voltados às convicções do próximo Papa movimentaram cerca de R$ 2,2 milhões nos últimos dias.

As apostas, feitas em criptomoedas, revelam o que parte do público acredita que sucessor de Francisco irá fazer: um trabalho de continuidade em relação a reformas do antigo pontífice, sem promover maiores avanços.

Atenção!

Apostar em eventos sobre o novo Papa é proibido no Brasil, pois a legislação só permite apostas em eventos esportivos.

Aposta total na continuidade sinodal e ambiental

Dois temas aparecem com 100% de probabilidade estimada pelos apostadores:

  • Que o novo Papa promoverá uma Igreja Sinodal, dando continuidade ao processo iniciado por Francisco;
  • E que ele terá foco em mudanças climáticas, seguindo a linha da encíclica Laudato Si’.

Ou seja, para o mercado, não há dúvidas de que o novo pontífice manterá o compromisso com uma governança mais participativa e com a pauta ambiental.

Temas polêmicos dividem expectativas

Em diversos temas sensíveis, os contratos do Polymarket apontam probabilidades próximas a 50%, como uma forma de representar a incerteza do público apostador. Por exemplo:

  • Bênção a casais do mesmo sexo: 51%
  • Celibato sacerdotal opcional: 50%
  • Restrições à missa em latim (Vetus Ordo): 51%
  • Acordos secretos entre Vaticano e China: 51%
  • Comunhão a divorciados em segunda união: 51%
  • Revisão da Humanae Vitae (encíclica que condena métodos contraceptivos): 51%
  • Apoio ao “Caminho Sinodal Alemão”: 50%

Esses percentuais representam a chamada "probabilidade implícita" do mercado, ou seja, a chance que os apostadores atribuem a cada cenário com base nos valores atuais de compra e venda dos contratos.

Quando a porcentagem gira em torno de 50%, isso significa que há grande divisão entre os participantes — metade acredita que o novo Papa apoiará aquela medida, e metade acha que não. Quanto mais próximo de 50%, maior a polarização ou incertezas.

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