Quem vai vencer as eleições no Brasil?
Este é um conteúdo informativo! Apostas em eleições são proibidas no Brasil
Quem vai vencer a eleição presidencial no Brasil? Para o mercado internacional de apostas, a resposta é Flávio Bolsonaro (PL).
A dois dias do primeiro turno, o Polymarket, maior plataforma de mercados de previsão do mundo, dá ao senador 58,4% de chance de chegar ao Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 41,5%.
Os números são do hub de eleições do Aposta Legal, que acompanha as cotações da plataforma todos os dias.
Na quinta-feira (1º), Flávio atingiu o maior patamar da série, 61,2%. Nesta sexta (2), voltou ao nível em que estava no começo da semana.
Para os apostadores, a disputa não termina no domingo (4). A chance de algum candidato vencer já no primeiro turno é de 3,65%, a menor desde que o mercado foi aberto, em setembro de 2025.
Segundo turno é quase certo
O mercado sobre uma vitória no primeiro turno chegou a 28% em outubro do ano passado. Desde então, a probabilidade caiu de forma contínua. A média ficou em 17% em junho, perto de 10% em julho e agosto e em 6,3% em setembro. Nesta reta final, ficou abaixo de 4%.
Com isso, os apostadores dão como praticamente certo um segundo turno em 25 de outubro, e entre os dois mesmos nomes de agora.
Os outros candidatos perderam espaço na plataforma. Augusto Cury (Avante) chegou a 3,4% em 28 de agosto, logo depois do debate presidencial. No fim de abril, Ronaldo Caiado e Romeu Zema somavam perto de 10%. Hoje os três têm 0,05% cada.
A virada de setembro
O favoritismo de Flávio começou há três semanas. Em 1º de setembro, Lula tinha 55,5% de chance e o senador, 39,3%. No começo de agosto, o petista chegou a 66,5%, o maior valor dele na série.
Flávio passou à frente em 11 de setembro, quando subiu de 46,4% para 52,5%, e não perdeu mais a liderança.
O momento mais difícil do senador foi em maio: em 14 de maio, depois do vazamento do caso Vorcaro, ele perdeu 10,7 pontos em um único dia, a maior queda diária da série. A menor cotação dele foi em 3 de julho, com 22%.
PL favorito no Congresso
O favoritismo também aparece na disputa pelo Congresso. O PL tem 95,5% de chance de eleger o maior número de senadores neste ano e 95% de chance de terminar com a maior bancada do Senado. Na Câmara, a chance de o partido fazer a maior bancada é de 66,5%, contra 32,5% da federação UPB.
Nos estados
Os mercados estaduais com mais dinheiro apostado são os do Rio de Janeiro (US$ 575 mil) e de Minas Gerais (US$ 501 mil). No Rio, Eduardo Paes tem 72% de chance, mas perdeu 23 pontos em um mês. Douglas Ruas está com 28,5%. Em Minas, Cleitinho Azevedo tem 94,8%.
Tarcísio de Freitas tem 99,6% de chance em São Paulo. Sergio Moro lidera no Paraná, com 79,5%, e Luciano Zucco no Rio Grande do Sul, com 86%.
As maiores viradas recentes aconteceram no Nordeste. Em Pernambuco, João Campos subiu 33 pontos em uma semana e tem 66% de chance, contra 34% de Raquel Lyra. No Ceará, Elmano de Freitas tem 70,5%, depois de Ciro Gomes perder 36 pontos em 30 dias. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues tem 63,5% e ACM Neto, 35,5%.
Como funciona
No Polymarket, os apostadores compram contratos que pagam US$ 1 se o resultado acontecer. O preço do contrato, de 0 a 100 centavos, é lido como a probabilidade que o mercado atribui a esse resultado.
As cotações não são pesquisas eleitorais. Elas mostram onde está o dinheiro dos apostadores, em geral estrangeiros e usuários de criptomoedas, e não a intenção de voto dos brasileiros. Mercados com pouco volume podem oscilar bastante com poucas apostas.
O Polymarket não tem autorização para operar no Brasil, onde apostar em eleições não é permitido. Desde 25 de setembro, uma medida provisória também proibiu as casas de apostas de quota fixa que operavam com autorização do Ministério da Fazenda. Mesmo antes da MP, essas empresas não podiam oferecer apostas sobre eleições.






