Qual a chance de a eleição terminar no primeiro turno?
Este é um conteúdo informativo! Apostas em eleições são proibidas no Brasil
A eleição presidencial deve ir para o segundo turno. É o que indica o mercado internacional de apostas: nesta sexta-feira (2), o Polymarket, maior plataforma de mercados de previsão do mundo, calculava em 3,65% a chance de algum candidato vencer já no domingo (4).
É o menor valor desde que esse mercado foi aberto, em setembro de 2025. Os dados são do hub de eleições do Aposta Legal, que acompanha as cotações da plataforma todos os dias.
Para ganhar no primeiro turno, um candidato precisa ter mais da metade dos votos válidos. Isso não acontece em uma eleição presidencial no Brasil desde 1998, quando Fernando Henrique Cardoso foi reeleito.
Um ano de queda
A aposta em uma eleição decidida no primeiro turno nunca foi majoritária, mas já foi bem maior. Em 12 de outubro de 2025, chegou a 28%, o maior valor da série. Naquele mês, a média ficou em 17%.
Nos meses seguintes, a probabilidade ficou entre 12% e 15%. O último pico aconteceu em meados de junho, quando chegou a 23,5%. Foi no mesmo período em que Lula passou de 40,5% para 51,5% de chance de vitória no mercado principal.
A partir de julho, a tendência foi de queda. A média ficou em 10,3% em julho, 9,8% em agosto e 6,3% em setembro. O mercado esteve acima de 10% pela última vez em 27 de agosto. Desde 1º de outubro, está abaixo de 5%.
Disputa apertada
A queda acompanha uma corrida que ficou mais equilibrada. No mercado principal do Polymarket, Flávio Bolsonaro (PL) tem 58,4% de chance de vencer a eleição, contra 41,5% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os demais candidatos têm 0,05% cada.
Outro mercado da plataforma, sobre a margem de vitória no primeiro turno, aponta uma diferença pequena entre os dois. A faixa mais provável, com 57,5% de chance, é de Lula terminar o domingo à frente por menos de 5 pontos percentuais. A segunda é de Flávio na frente pela mesma margem, com 25,2%.
As faixas de vantagem mais ampla somam menos de 20%. Lula vencer por 10 a 15 pontos, por exemplo, tem 2,6% de chance.
Na leitura dos apostadores, Lula deve ser o mais votado no domingo, mas sem chegar à metade dos votos válidos. A disputa seguiria para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, em que Flávio é o favorito.
Como funciona
No Polymarket, os apostadores compram contratos que pagam US$ 1 se o resultado acontecer. O preço do contrato, de 0 a 100 centavos, é lido como a probabilidade que o mercado atribui a esse resultado. Uma cotação de 3,65 centavos para “sim” equivale a 3,65% de chance de a eleição terminar no primeiro turno.
As cotações não são pesquisas eleitorais. Elas mostram onde está o dinheiro dos apostadores, em geral estrangeiros e usuários de criptomoedas, e não a intenção de voto dos brasileiros.
O Polymarket não tem autorização para operar no Brasil, onde apostar em eleições não é permitido. Desde 25 de setembro, uma medida provisória também proibiu as casas de apostas de quota fixa que operavam com autorização do Ministério da Fazenda. Mesmo antes da MP, essas empresas não podiam oferecer apostas sobre eleições.






